... 30th July 2009. After a stage absence of 15 years, Leonard Cohen tries to cure his hangover and performs in Portugal for the second time in 2 years. The following text and pictures are part of the coverage made for festivaispt.org (pics by me and text by Teca):“Leonard Cohen, Pavilhão Atlântico
29-Julho-2009
Num Pavilhão Atlântico repleto, sentiu-se o enorme carinho do público por Cohen, e pela sua grande humildade. Porque música assim já não se ouve todos os dias.
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Após uma ressaca de palcos e digressões de 15 anos, Lisboa recebeu de braços abertos e pela segunda vez em dois anos Leonard Cohen, um dos maiores songwriters da actualidade e claramente uma referência para tantos outros músicos (temas como Suzanne e Hallelujah são records de covers pelo mundo inteiro).
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Depois do tema The Future, Cohen tira o chapéu, e numa prolongada vénia ouve-se um sentido “Muito obrigado Lisboa”.
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Não é então de espantar que um poeta que alcançou fama e reconhecimento no meio tão cedo tenha querido experimentar e arriscar no mundo da música. Estamos em 1967 – plenos sixties, época de overdose intelectual, ideológica e artística – e Cohen aterra em New York City. Passa os dias na Factory de Andy Warhol e lança, no mesmo ano, o seu primeiro albúm Songs of Leonard Cohen, que inclui temas como Suzanne e So long Marianne, clássicos que ainda hoje estão bem vivos na nossa memória.

A sua voz penetrante e quente, num tom quase sussurrante, esteve bem presente em temas como There ain’t no cure for love, Everybody knows e In my secret life, sempre acompanhados pelo trio de solistas e em especial por Sharon Robinson, cantora e songwriter com quem Cohen partilha o palco com evidente cumplicidade há muitos anos.
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Cohen apresenta a banda mais uma vez, e sai. Ninguém se mexe. As palmas são uma constante. O público queria mais. E já lá iam quase três horas de concerto.
Leonard volta, enche-nos de agradecimentos – “thank you, thank you, THANK YOU” – e apresenta So long Marianne. Tinha de ser. Segue-se First We Take Manhattan e mais uma saída. No segundo encore canta Closing time e lê-nos uma carta que assina com muita classe – “Sincerely, L.Cohen”. Tenta despedir-se mais uma vez, mas não consegue… volta com I Tried to Leave You, quase como se estivesse agarrado ao concerto e tivesse tido uma ressaca rápida demais à qual não quis sequer resistir.
No final Cohen falou com o público, que já estava de pé há muito tempo: “Good night my darling, I hope you’re satisfied”. Desejou tudo de bom, e avançou “If you have to fall to one side, let it be to the side of luck. And this one is harder…be kind”.
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Sim, foi claramente magia. Mas daquela magia que não se faz só uma vez, mas que de cada vez que se faz é única. Pois música assim já não se ouve todos os dias.”
Maybe someday I´ll translate this...

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